Tire suas principais dúvidas sobre segurança veicular

A segurança veicular é uma das áreas que mais cresce atualmente, tanto por conta das exigências dos consumidores quanto pela enorme quantidade de mortes no trânsito e dos altos índices de violência.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem por ano vítimas de acidentes. Mundialmente, a maioria delas são jovens com idade entre 15 e 29 anos. Ainda segundo a OMS, acidente no trânsito será a sétima principal causa de morte no mundo até 2030.

O Brasil, infelizmente, é um dos países que lidera as estatísticas, com quase 47 mil vítimas fatais no trânsito durante o período de um ano. Soma-se a isso mais de 400 mil pessoas que sobrevivem — mas, muitas vezes, com sequelas bem graves, como indica uma reportagem da Folha.

Por outro lado, a criminalidade no país também é preocupante. De acordo com o levantamento do Fórum de Segurança Pública, mais de 1 milhão de carros foram roubados ou furtados no Brasil

Além desses fatores, houve um aumento da procura por soluções tecnológicas para garantir a proteção do motorista e dos passageiros — e, também, do próprio automóvel. O rastreamento de veículos é uma delas e tem como objetivo localizar, monitorar e tornar mais efetiva a condução do automóvel.

Entretanto, mesmo sendo muito importante, muitos não conhecem o significado de segurança veicular; quais são seus tipos e benefícios. Se você deseja conhecer mais sobre o assunto — ou até mesmo abrir um negócio nessa área —, basta acompanhar o texto. Vamos lá!

Entenda o que é segurança veicular

O termo segurança veicular engloba todos os mecanismos criados para proteger motoristas, passageiros e o patrimônio — no caso, o automóvel —, evitando acidentes, roubos ou furtos.

Embora existam certos parâmetros com relação ao tema, ao redor do mundo, cada país apresenta formas distintas de promovê-la, seja por conta da cultura e das regras ou pela facilidade do mercado de se adaptar ao desenvolvimento tecnológico. 

Dessa forma, é possível determinar que a segurança veicular está atrelada a três fatores: legislação, tecnologia e mercado.

Para facilitar a compressão, vamos utilizar o Brasil como exemplo. No país, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) — estabelecido pela lei número 9.503 — já completou 20 anos e tem 341 artigos, além de mais de 600 resoluções, conforme publicado pela Agência Brasil.

Ao longo dos anos, o CTB sofreu diversas alterações, com o objetivo de proporcionar normas mais precisas e claras, atender novas demandas e inserir a exigência de dispositivos que deixam o carro mais seguro.

Ao mesmo tempo, tecnologias foram aprimoradas em prol de garantir uma maior proteção ao dirigir, como os sistemas de rastreamento e de frenagem.

Com isso, o mercado automotivo passou a ofertar veículos cada vez mais bem equipados, focados em amenizar as consequências e o risco de acidentes. Da mesma maneira, os consumidores também passaram a exigir mais do que design e potência dos carros.

O que determina a lei brasileira atual?

Como visto, a legislação é um dos fatores relacionados à segurança veicular. Atualmente, a lei brasileira indica itens básicos que devem fazer parte do automóvel para que a condução seja segura.

No total, são 29 equipamentos obrigatórios, conforme indicado pela resolução número 14/98 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Abaixo, confira alguns deles:

  • retrovisores (internos e externos);
  • faróis (amarelos ou brancos) e lanternas (vermelhas);
  • freios de estacionamento e de serviço; e
  • cinto de segurança para todos ocupantes.

Buscando manter a relação atualizada, o Contran instituiu a obrigatoriedade da terceira luz de freio — brake light — em 2009, assim como do airbag e do freio ABS, no ano de 2014.

Porém, as especificações podem variar de acordo com o tipo de veículo, como explicaremos logo a seguir.

Veja as modificações previstas

Muitos especialistas consideram rigorosas as leis brasileiras para o trânsito, mas é fato que a legislação perde para outras no quesito segurança.

Para atender às mudanças tecnológicas, o Contran está avaliando a inclusão de novos equipamentos obrigatórios, como indicado pela resolução número 707, divulgada em 2017. Pontos fixos para cadeirinhas infantis e controle eletrônico de estabilidade já estão em processo de adaptação, por exemplo.

A seguir, veja outros pontos que serão incluídos.

Registro de dados de acidente de trânsito

É uma espécie de sistema para gravar as informações geradas pelo veículo, contribuindo para investigar as causas. Isso faz parte do pacote de telemetria avançada — já oferecidos pelos serviços de rastreamento veicular.

Frenagem automática emergencial

O sistema tem como função auxiliar o motorista nas frenagens bruscas ou, até mesmo, a frear automaticamente, com o objetivo de evitar colisão.

Aviso sobre cintos de segurança

Antes do automóvel entrar em movimento, o sistema emitirá alertas sonoros ou luminosos indicando a necessidade de afivelar os cintos.

Acessibilidade

Equipamentos ou sistemas que visam ampliar a acessibilidade do veículo para pessoas com deficiência e/ou limitações.

Visibilidade traseira

Inclusão de sistemas e/ou equipamentos para viabilizar o funcionamento da câmera de ré.

Proteção para pedestres

Sistema que permite detectar pedestres, para aumentar a prevenção contra atropelamentos. Porém, a resolução não deixa claro esse item.

Proteção contra impactos laterais e frontais

Prevê reforços na parte estrutural do veículo e, possivelmente, poderá incluir airbags laterais — ao lado do encosto dos bancos — e de cortina — proteção exclusiva para a região da cabeça.

No total, o órgão traz mais de 38 itens, sendo alguns deles específicos para determinados tipos de veículos.

  • Para ônibus, serão avaliados a aplicação do cinto de segurança de três pontos e a instalação de um dispositivo de controle da velocidade.
  • Já os equipamentos para ampliar a estabilidade e reduzir as consequências da capotagem podem ser testados para caminhões que transportam mercadorias ou cargas perigosas.

Conheça quais são os tipos de segurança veicular

A cada ano, o mercado automotivo busca desenvolver diversas soluções para aumentar a proteção de motoristas e passageiros. Embora o design conte bastante na hora da escolha, é fundamental que o automóvel seja seguro. No entanto, nem todos os mecanismos existentes são obrigatórios.

Como explicado acima, cada país tem regras suas próprias regras e exigências específicas.

Assim, os itens de segurança veicular podem ser divididos em duas categorias — distintas, mas complementares. Elas são conhecidas como ativa e passiva, conforme detalhadas a seguir.

Segurança ativa

Prevenção é a palavra de ordem ao falar de segurança ativa. Isso significa que uma série de sistemas inseridos no veículo são capazes de reduzir o risco de acidentes e de aumentar a capacidade de frenagem.

Um dos itens mais conhecidos é o Anti-lock Breaking System (ABS), que em português significa Sistema Antibloqueio dos Freios. Ele é essencial em situações de frenagens bruscas, evitando a perda do controle da direção.

Segurança passiva

Por outro lado, os sistemas de prevenção passiva têm como objetivo proteger quem estiver dentro do carro caso aconteça um acidente.

Airbags, cintos de segurança, apoios de cabeça e bloqueio de combustível são alguns dos itens que fazem parte dessa categoria. É importante ressaltar que, em muitos casos, fica por conta do proprietário decidir incluir ou não certos dispositivos para segurança.

De fato, alguns deles são bem caros e podem pesar no bolso. Porém, antes de encará-los como gasto, entenda que esses itens são, na verdade, um grande investimento.

Saiba qual é a importância da segurança veicular

A tecnologia proporcionou uma série de mudanças em diversos setores da vida e não poderia ser diferente com a área automotiva. Essas transformações têm como foco melhorar o desempenho dos veículos, diminuir o índice de acidentes e mortes, proteger o patrimônio e otimizar o transporte.

No entanto, quais são os fatores responsáveis por tornar a segurança veicular tão relevante e cada vez mais presente no dia a dia de todos?

Em primeiro lugar, uma das principais razões disso é o tamanho do mercado brasileiro. A frota do Brasil soma mais de 90 milhões de carros, segundo o Denatran. Se for contar apenas a cidade de São Paulo, são 8 milhões de veículos.

Além disso, o setor continua registrando um grande crescimento. Mesmo diante da crise econômica e política, a produção de veículos teve uma alta de 25,2%, totalizando 2,7 milhões de unidades em 2017, de acordo com o levantamento Anfavea, uma associação de montadoras.

As perspectivas para os próximos anos também são positivas. Dados recentes mostram um aumento de 40% no número de automóveis produzidos pelas fábricas do país — ainda segundo a Anfavea.

Outros dois aspectos importantes são a alta incidência de roubos e furtos, assim como a de acidentes, conforme apresentado no início do artigo. Por isso, tanto o governo quanto os próprios brasileiros buscam por soluções de segurança para combater esses problemas.

Nesse sentido, empresas e grandes organizações da área de transporte procuram cada vez mais opções para oferecer serviços melhores e mais seguros.

Fique por dentro das tendências da área

Depois de compreender o que é a segurança veicular, quais são os seus tipos e a importância dela no cenário brasileiro, vamos apresentar quais são as tendências da área.

Guia completo: tudo o que você precisa saber sobre o mercado de monitoramento veicular

Muitas delas já são praticadas nos Estados Unidos e em países da Europa e da Ásia. Outras ainda estão sendo testadas, mas recebem, a cada ano, um maior aporte de investimentos. Confira, abaixo, quais são elas.

Aviso de partida de faixa

Esse mecanismo tem como objetivo alertar o motorista quando o veículo sair da pista — tanto na estrada quanto nas avenidas e nas ruas. Ele previne acidentes, principalmente aqueles causados por erro, distração ou, até mesmo, sonolência.

O aviso pode ser emitido por meio de sons, luzes ou vibração. Dependendo do tipo de sistema, ainda é possível o controle automático para manter o automóvel centralizado — porém exigindo que o motorista assuma o controle em situações mais difíceis.

Atualmente, diversas companhias já vendem modelos com esse tipo de tecnologia, como Kia Motors, Mercedes-Benz, Audi, Honda e Toyota.

Controle eletrônico de estabilidade

O controle eletrônico de estabilidade, conhecido também pela sigla ESC, é um sistema automático utilizado para identificar se o veículo está ou não na direção correta.

Caso o carro saia do controle abruptamente, seja por perda de aderência dos pneus, desvio ou em curvas, o ESC identifica a ocorrência, aciona os freios e corrige a rota. O sistema também atua sobre a tração e o assistente de partida em rampa.

Inicialmente, o mecanismo era usado apenas em carros de luxos. No entanto, ele se tornou um equipamento obrigatório nos veículos desde 2012, nos EUA, e desde 2014, na Europa.

No Brasil, o ESC deve vir nos modelos novos ou que passaram por grandes transformações. Se nada for alterado, a partir de 2022 a presença dele em carros zero-quilômetro será obrigatória.

Sensor de ponto cego

Não importa a qualidade e o preço do veículo: todos apresentam algum ponto em que é impossível enxergar as proximidades por meio dos espelhos.

Porém, por conta dos avanços tecnológicos, foi desenvolvido um tipo de sensor capaz de identificar as áreas de visibilidade zero, auxiliando o motorista a dirigir com mais segurança e facilitando ultrapassagem e a realização de manobras para estacionar.

Os sensores ou as câmeras captam o movimento de outros veículos, ciclistas ou pedestres e o sistema emite um aviso (sonoro ou luminoso) caso algo fora do campo de visão do motorista seja identificado — o que contribui bastante para a redução de acidentes.

Prevenção de colisão frontal

A colisão frontal do veículo é um dos tipos de acidentes que mais causam vítimas fatais. Por esse motivo, sistemas tecnológicos foram desenvolvidos para preveni-los. 

Assim como os demais, eles também funcionam por meio de sensores e câmeras que são capazes de medir a distância entre os carros e alertar o motorista para que ele evite a colisão. Caso nenhuma medida manual seja efetuada, alguns recursos podem entrar em ação, como o apoio ao volante — forçando o retorno para a pista correta — ou, até mesmo, de frenagem automática.

Nos dois casos, o sistema emite um aviso ao condutor antes de acionar a desaceleração.

Carros autônomos

Por mais que eles sejam mais recente, os carros autônomos também surgem como uma das opções para ampliar a segurança veicular. 

Ainda que sejam necessárias certas medidas para eles, efetivamente, integrarem o mercado, países como Holanda, Cingapura e Estados Unidos já estão aptos para recebê-los. Na Califórnia, por exemplo, a liberação dos carros autônomos para transporte de passageiros já está em discussão.

No entanto, de acordo com um ranking divulgado pelo G1, o Brasil é um dos últimos locais com boas condições para que os veículos sem motorista passem a funcionar. Para que essa tecnologia seja viabilizada, uma legislação específica para a realização de testes.

Pontos de recarga de carros elétricos — dentre outros aspectos — também devem ser implementados.

Descubra como o rastreamento contribui para a segurança veicular

O rastreamento também é uma das soluções em prol da segurança veicular, com alto potencial de crescimento no país. Mesmo com o grande número de veículos, apenas 4% da frota é atendida pelas centrais de rastreamento.

Além disso, segundo um estudo do Global Marketing Insights, a expectativa é que o setor tenha um faturamento de até US$ 11 bilhões nos próximos anos. Abaixo, confira o que realmente o rastreamento veicular pode proporcionar.

Como o sistema de rastreamento funciona?

Com vasta aplicação em outros países, esse tipo de serviço possibilita, em primeiro lugar, a localização do veículo. Caso o carro seja roubado ou furtado, com o rastreador é possível descobrir onde ele está, o que aumenta as chances de recuperação.

No entanto, as soluções oferecidas não se limitam apenas a isso. Dependendo do central de rastreamento, também é fornecido o bloqueio à distância, botão de pânico, mapeamento atualizado e operações específicas para controle de frotas.

Voltado para empresas de transporte ou logística, essas operações permitem o monitoramento da velocidade e da quilometragem. Assim, é possível ter um maior controle sobre as ações do motorista — dirigir dentro dos limites, cumprir o tempo de trabalho, fazer pausas e frenagens bruscas, por exemplo.

Se a carga transportada tiver um alto valor, ainda é viável agendar a abertura e o fechamento automático do baú, garantindo mais segurança para a entrega. Para o transporte de itens perecíveis, o sistema efetua o controle da temperatura; já para produtos perigosos, como combustíveis, alertas contra danos ambientais podem ser emitidos.

Quais as características de um bom sistema?

Agora que você conhece como a solução funciona, é importante saber quais as características de um bom sistema de rastreamento veicular.

O primeiro aspecto é com relação ao software, pois ele é o grande responsável por armazenar e processar todos os dados dos veículos rastreados, de forma totalmente digital. Isso significa que é possível acessar as informações — tanto pelo computador quanto pela internet.

De forma geral, o software deve ser capaz de:

  • localizar o veículo com precisão;
  • emitir alertas eficientes;
  • apresentar mapeamento atualizado e preciso;
  • fornecer relatórios eficazes; e
  • permitir personalização.

Outro fator essencial é o atendimento, que deve ser disponibilizado 24 horas e por meio de diferentes canais (contato telefônico, e-mail, site etc). Isso é o que garante agilidade na solução dos problemas.

O que é necessário para abrir uma central de rastreamento?

Para quem deseja ter o próprio negócio e tem afinidade com o setor automotivo, abrir uma central de rastreamento veicular é uma boa oportunidade.

A estrutura necessária para iniciar a operação é bastante simplificada: não é preciso uma grande quantidade de equipamentos e espaços enormes. No início, para funcionar, a central precisa apenas de um estabelecimento fixo, computadores e acesso à internet.

Além disso, esse é um negócio ideal para empreendedores iniciantes, pois proporciona receita recorrente, já que o cliente efetua os pagamentos por meio de mensalidades. Ele também exige um baixo investimento inicial, favorecendo a margem de crescimento.

Outro ponto positivo é a diversidade de serviços que podem ser oferecidos, tanto para usuários quanto para empresas. Conforme o surgimento de novas tecnologias, é possível ampliar ainda mais a oferta de soluções.

Por onde é possível começar?

Tudo começa pela escolha do software, pois ele fornecerá uma plataforma para captar os dados dos rastreadores dos clientes, interpretará os dados, disponibilizará ações e produzirá relatórios.

Depois, é preciso adquirir os rastreadores — dispositivos que serão colocados nos veículos. Ao escolher o software, verifique se a empresa oferece uma rede de fornecedores parceiros e melhores condições para a compra desses equipamentos.

O passo seguinte é com relação aos chips. Eles devem ser instalados nos rastreadores e integrados ao sistema. Como existe uma grande variedade de operadoras e de planos, é preciso ter bastante cuidado para decidir qual atenderá melhor as necessidades do negócio. 

Por fim, é feita a configuração dos hardwares, que pode ser terceirizada ou não.

Quanto você pode lucrar com a central?

A resposta para essa questão é que você poderá faturar alto com esse tipo de negócio, principalmente ao oferecer serviços diversificados como seguros, assistência 24h, aplicativos para celular, entre outros.

Dependendo da gestão e da qualidade do serviço prestado  — consideramos de extrema importância a sua própria determinação e dedicação à central —, é possível alcançar lucro líquido de até 30%.

Como visto, a segurança veicular é bastante ampla, mas ainda pouco explorada no país. No entanto, o mercado brasileiro é bem grande, principalmente por conta da frota — uma das maiores do mundo — e da demanda por soluções — grande quantidade de acidentes, de roubos e de furtos.

O setor também tem como característica acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Para os próximos anos, a expectativa é que o Brasil se adapte às tendências, como os sistemas de aviso de partida de faixa, controle eletrônico de estabilidade, sensor de ponto cego, prevenção de colisão frontal e inclusão de carros autônomos.

Finalmente, o rastreamento é uma das formas de promover a segurança veicular, tanto por meio da telemetria quanto pela localização e pela recuperação.

Além disso, investir na área é uma excelente maneira de começar um negócio próprio.

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