Reduza o índice de sinistralidade por meio da análise preditiva!

Todos os negócios estão sujeitos a uma série de imprevistos e acidentes. O tipo de sinistralidade que acontece em cada um depende da área de atuação, equipamentos utilizados e tipo de atividades que ocorrem dentro da empresa. Porém, desde nas organizações mais simples até nas de grande porte, acidentes podem acontecer. 

Um dos indicadores que podem ser utilizados nessa situação é o índice de sinistralidade. Ele deve ser o menor possível, o que indica que a empresa trabalha muito bem a prevenção de acidentes, podendo utilizar, para isso, a análise preditiva. 

Quer saber mais sobre esses dois conceitos? Então continue a leitura e descubra tudo sobre como reduzir o índice de sinistralidade por meio da análise preditiva. 

Afinal, o que é o índice de sinistralidade? 

Muitas empresas possuem frotas de veículos como parte do seu patrimônio, que pode ser destinado ao transporte de mercadorias ou de colaboradores, facilitando a locomoção da equipe e dos produtos do negócio. Porém, durante os trajetos realizados, podem ocorrer acidentes que comprometem materialmente o negócio ou a saúde e integridade física dos colaboradores. 

Esse é um dos eventos nos quais o índice de sinistralidade se mostra como um indicador extremamente importante. Ele se refere à relação entre os custos de um serviço e o valor do prêmio resgatado no caso de acidentes. 

Portanto, quando se fala em frotas, o índice de sinistralidade está relacionado ao preço do seguro dos veículos, de forma a mostrar o quanto vale a pena, financeiramente, manter ou não o seguro dos automóveis.

Esse índice também é muito utilizado quando se fala em planos de saúde para funcionários. Isso porque, toda vez que esse tipo de serviço é utilizado pelo colaborador, há a cobrança de uma taxa que deve ser paga pela empresa. Dessa forma, o índice mostra quando é viável ou não oferecer esse tipo de benefício para a equipe. 

Como é calculado o índice de sinistralidade e a importância de fazê-lo?

O índice de sinistralidade é um indicador quantitativo. Dessa forma, existe uma fórmula que pode ser utilizada para calculá-lo com facilidade. A fórmula é: 

Índice de sinistralidade = sinistro / prêmio

Nessa fórmula, o sinistro é o valor referente ao custo de determinado serviço. Voltando às frotas das empresas, esse custo seria a taxa paga no caso de um sinistro com o veículo. Portanto, ele se refere á soma de todos os custos do serviço. 

O prêmio corresponde ao valor pago pela seguradora no caso de um sinistro. Ao dividir o sinistro pelo prêmio, você tem acesso ao índice de sinistralidade, que é um valor dado em porcentagem. 

Esse índice é central para as seguradoras de veículos. Isso porque, caso a taxa de sinistralidade seja muito alta, há o risco de que a empresa não se mantenha lucrativa e, com isso, comprometa a saúde financeira e longevidade do negócio. Porém, quando ela é muito baixa, a reputação da seguradora no mercado é prejudicada, uma vez que fica claro que ela está cobrando taxas abusivas dos seus clientes

Para as empresas que possuem frotas, também é essencial ficar atento a esse indicador. Isso porque, quando o índice de sinistralidade ultrapassa um determinado valor, estabelecido em contrato entre a empresa e a seguradora, o preço do seguro pode aumentar muito na hora de renovar o contrato. Com isso, os custos se tornam inviáveis para que a empresa mantenha a proteção dos seus veículos. 

Portanto, calcular o índice de sinistralidade é essencial para ambos os casos, como uma forma de controlar a viabilidade financeira na prestação e aquisição desse tipo de serviço. Porém, além de acompanhar, também é importante contar com estratégias eficientes para reduzir o valor desse indicador.

Como reduzir o índice de sinistralidade?

É essencial entender quais são as estratégias eficazes que podem ser utilizadas para reduzir os índices de sinistralidade dentro de uma empresa. Descubra agora quais são as principais delas! 

Faça um mapeamento dos riscos 

Para reduzir os índices de sinistralidade, é essencial reduzir o número de sinistros, não é mesmo? Portanto, comece mapeando os riscos presentes na empresa em cada uma das suas operações e identificando os gatilhos que podem fazer com que o risco se transforme em acidente concreto. 

Elimine e neutralize riscos na empresa

Com a análise dos riscos em mãos, é possível criar estratégias para neutralizar e, até mesmo, eliminá-los. Portanto, entenda as causas de cada um e os seus gatilhos. A partir disso, descubra as medidas mais adequadas para garantir que o risco não se concretize ou para, pelo menos, reduzir a probabilidade de que isso aconteça. 

Foque em prevenção

Quando se fala em sinistralidade, a prevenção é o seu melhor remédio. Isso significa que é preciso entender quais são as principais medidas que você deve tomar para prevenir esse tipo de problema na empresa. 

Em relação à saúde dos colaboradores, por exemplo, incentivar hábitos saudáveis e estimular a realização de atividades físicas regularmente é uma forma de prevenir doenças ocupacionais. Já em relação a acidentes veiculares, investir na manutenção preventiva dos seus veículos e capacitar o time para adotar uma direção segura são formas de prevenir acidentes, reduzindo os índices de sinistralidade na empresa. 

Conscientize os colaboradores

Por fim, principalmente quando se fala em acidentes veiculares, a conscientização do time para uma direção segura e atenta é essencial para reduzir os índices de sinistralidade. Os colaboradores que conduzem os veículos precisam ter consciência sobre a importância de realizar essa atividade com segurança, evitando atitudes ilegais ou que coloquem a vida deles e de outras pessoas em risco. 

Portanto, além de investir em capacitações, pense em como conscientizar o time para garantir que todos estejam alinhados na prevenção de sinistros dentro e fora da empresa. 

O que é a análise preditiva? 

Uma outra forma de reduzir os índices de sinistralidade de uma empresa é adotar a análise preditiva. Mas, antes de entender a relação entre esses dois conceitos, é importante que você entenda o que é e como funciona a análise preditiva. 

Durante a vida, você já ouviu que é impossível prever o futuro, não é mesmo? Porém, por mais incrível que pareça, com os avanços do mercado de tecnologia e relacionados às técnicas de análise de dados, você pode até não ter certeza do que acontecerá ,mas é possível chegar perto da previsão desse cenário. 

É aí que entra a análise preditiva. Ela é, basicamente, a utilização de uma série de técnicas de análise de dados — como machine learning, big data, entre outros — e de fórmulas estatísticas para analisar uma grande quantidade de informações e, com isso, chegar a uma conclusão sobre qual o futuro mais provável. 

Apesar de parecer ficção científica, a análise preditiva é um processo que já acontece há alguns anos. O ser humano sempre buscou por formas de prever o futuro de acordo com os eventos que acontecem na atualidade e os que aconteceram no passado. 

Dessa forma, essa tentativa já ocorre há bastante tempo, tendo muito sucesso na hora de prever comportamentos dos consumidores e criar um bom plano de marketing para as empresas. Mas, na atualidade, ela tem se mostrado eficiente para uma série de outras áreas organizacionais uma vez que é possível utilizar a tecnologia para coletar e analisar uma grande quantidade de dados e, com isso, ter acesso a previsões mais certeiras. 

Como a análise preditiva é capaz de reduzir o índice de sinistralidade?

Você já percebeu que o índice de sinistralidade pode ser reduzido e a análise preditiva é uma das formas de fazer isso. Mas, como esses conceitos se relacionam na prática? 

Na era da informação, na qual todos estão inseridos na atualidade, a quantidade de dados produzidos e disponibilizados diariamente é enorme. Eles indicam padrões comportamentais, geram indicadores e podem servir, também, para realizar previsões estatísticas sobre tendências e eventos futuros. 

Essa é uma das bases da análise preditiva, que pode ser utilizada, inclusive, para entender os sinistros dentro de uma empresa. Portanto, é possível analisar grandes quantidades de informações para descobrir de onde vem o sinistro, quais são as suas causas e, inclusive, qual a probabilidade de que esse índice suba ou desça de acordo com os padrões comportamentais. 

Portanto, a análise preditiva se mostra como grande aliada em diversos aspectos da redução dos índices de sinistralidade. Por meio dessa metodologia, é possível entender mais sobre os padrões de sinistros de uma empresa e quais são os gatilhos que aumentam as chances de que eles aconteçam.

Dessa forma, você consegue criar estratégias eficientes e direcionadas especificamente para a realidade de uma determinada oportunidade de negócio como forma de reduzir os sinistros. 

Também é possível fazer previsões utilizando diversos cenários. Para entender melhor esse uso, imagine que o colaborador comece a utilizar os veículos em um horário diferente ou passe por caminhos diferentes dos que ele utiliza normalmente. Isso poderia reduzir os índices de sinistralidade? A análise preditiva é capaz de analisar uma série de dados e, com isso, responder a esse questionamento com altos índices de confiabilidade. 

Portanto, essa metodologia é uma grande aliada na hora de adotar as melhores estratégias de redução do índice de sinistralidade em determinada organização. 

Quais os passos para implementar a análise preditiva?

Agora que você já sabe que a análise preditiva pode ser a sua maior aliada na hora de reduzir os índices de sinistralidade, descubra como implementar o passo a passo!  

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Entenda quais são os seus objetivos 

O primeiro passo para qualquer análise é entender muito bem quais são os seus objetivos com esse processo. Isso porque, apesar de ser uma ótima forma de reduzir os índices de sinistralidade, a análise preditiva ainda pode ser utilizada para diversos outros processos dentro de uma organização. Portanto, tenha clareza sobre o que você quer descobrir antes de iniciar cada uma das análises. 

Pense na fonte dos dados 

Para que a análise preditiva seja válida, ou seja, para que os resultados sejam confiáveis a ponto de embasar a tomada de decisão, é essencial que a fonte dos dados também seja confiável. Afinal, quando a fonte não possui altos índices de confiabilidade, toda a análise pode ficar comprometida. 

Colete informações 

Você definiu objetivos e escolheu fontes confiáveis de dados para o processo. Agora é a hora de efetivamente coletar essas informações. Apesar de parecer simples, coletar dados é extremamente complexo. O ideal aqui é ter em mente a importância da tecnologia nesse processo e buscar ferramentas específicas que registrem esses dados ao longo do tempo, como softwares de gestão, por exemplo.

Quando se fala em índice de sinistralidade, existem ferramentas capazes de coletar informações sobre todos os veículos de determinada frota, podendo servir de insumo para a coleta de dados na hora de realizar a análise preditiva de qualidade. 

Estruture os dados 

Após coletar os dados, é hora de estruturá-los para facilitar a análise. Isso porque é preciso ter uma organização dessas informações de forma que seja possível rodar análises preditivas e garantir resultados confiáveis. 

Para isso, escolha uma ferramenta, como planilhas e softwares, na qual você irá inserir os dados e organizá-los. Na hora de definir a ferramenta, pense no tipo de dado que você está utilizando e na integração entre a ferramenta de organização e a que irá realizar as análises, de forma a evitar o retrabalho. 

Faça as análises 

Agora é o momento de efetivamente realizar a análise preditiva dos seus dados. Portanto, rode procedimentos estatísticos para começar a entender qual a estrutura dos dados que você tem em mãos. 

No caso da sinistralidade, por exemplo, é possível identificar quais são os meses nos quais os sinistros acontecem com maior frequência, horário, tipo de acidente, entre outros elementos. 

É importante lembrar que, na análise preditiva, você lida com eventos que são recorrentes. Portanto, o primeiro passo nesse processo é exatamente o de entender qual a frequência com que ele ocorre e as suas principais características. É a partir desse tipo de análise que você será capaz de utilizar metodologias ainda mais complexas para prever acontecimentos futuros. 

Pense nos modelos estatísticos 

Antes da modelagem, é preciso que você entenda que há dois tipos de modelos estatísticos que podem ser utilizados nesse momento: a estatística descritiva e a inferencial. 

Na primeira, você preza pela descrição das características principais dos dados que está utilizando, não buscando fazer relações entre o evento estudado e outros eventos que podem ocorrer. Nela, você identifica tendências, calcula a probabilidade de um evento acontecer, entre outros elementos. 

Já na estatística inferencial, você analisa um determinado grupo e, por meio de técnicas específicas, é capaz de generalizar os resultados para uma população maior ou eventos semelhantes. 

Realize a modelagem

A partir da escolha de um desses dois modelos, é hora de realizar o processo chamado de modelagem. Ou seja, é a hora de criar um modelo de eventos que representaria as tendências futuras ou correlações entre situações reais. 

Portanto, crie o modelo a partir dos dados e identifique quais são as previsões em cada uma das situações simuladas. 

Monitore o modelo

A análise preditiva oferece modelos com altos índices de probabilidade, mas não significa que são 100% certos. Ou seja, prever exatamente o que pode acontecer em cada situação é impossível. Portanto, o que esse procedimento permite é que você entenda quais são os resultados mais prováveis e quais são os menos. 

Portanto, para garantir a confiabilidade, é essencial que você monitore esses modelos. Você precisa continuar coletando os dados e refazer as análises periodicamente para identificar a validade do modelo ao longo do tempo e entender se ele precisa ser alterado de acordo com novas situações. 

Quais são as vantagens de se usar a análise preditiva?

Além de possibilitar uma redução dos índices de sinistralidade, a análise preditiva ainda pode oferecer uma série de outros benefícios quando realizada de forma adequada. Quer saber quais são eles? Então continue a leitura e descubra agora mesmo! 

Detecta comportamentos inadequados 

Quando você realiza a análise preditiva, consegue detectar comportamentos inadequados emitidos pelos colaboradores. No caso de sinistros relacionados a veículos, por exemplo, é possível, ao utilizar as fontes adequadas de dados, identificar quando o colaborador dirigiu de forma perigosa ou ultrapassou os limites de velocidade estabelecidos.

A partir dessa identificação, você consegue calcular a probabilidade de ocorrer um sinistro e atuar de forma preventiva, conscientizando a equipe sobre a necessidade de adotar comportamentos que evitem acidentes. 

Indica problemas e gargalos nos processos 

A análise preditiva pode ser utilizada em uma série de contextos. Você pode, por exemplo, utilizá-la para entender mais sobre cada um dos processos que ocorrem dentro de uma empresa e identificar as consequências que cada um gera para o cliente e a organização como um todo. Também é possível utilizá-la para realizar uma análise de mercado de determinado negócio.  

A partir disso, você é capaz de identificar problemas e gargalos nos seus processos e buscar formas adequadas de corrigi-los. A empresa se torna mais eficiente e os colaboradores mais produtivos. 

Evidencia possíveis consequências de mudanças 

Imagine que você pretende implementar um plano de ação para modificar um processo ou um produto dentro da empresa. Ao utilizar a análise preditiva nesse caso, é possível acessar possíveis consequências dessa transformação, tanto positivas quanto negativas. 

Portanto, quando você decide reduzir o tempo entre a revisão preventiva dos seus veículos, passando a realizar esse processo a cada 6 meses, por exemplo, é possível realizar uma análise preditiva nesse aspecto e, dessa forma, identificar quais são as possíveis consequências.

Isso inclui situações relacionadas ao índice de sinistralidade, mas pode ir além, mostrando quais são as consequências financeiras e de preservação do patrimônio da empresa, por exemplo. 

Indica tendências para o futuro

A sociedade muda rapidamente e, com ela, a forma como as pessoas se comportam e consomem. Dessa forma, estar sempre atento às tendências para o futuro é uma ótima forma de manter a empresa sempre à frente do seu tempo e criar um diferencial competitivo para a organização. 

A análise preditiva é uma ótima aliada nesse aspecto. Ao aplicar esse processo dentro da empresa, é possível identificar as mudanças que estão ocorrendo no comportamento dos consumidores e, até mesmo, dos colaboradores da organização. Com isso, você identifica as principais tendências e consegue adequar a empresa a essas transformações antes mesmo que elas aconteçam, ficando sempre um passo à frente dos concorrentes. 

Reduz custos na organização 

Reduzir os índices de sinistralidade está intimamente relacionado à redução de custos na empresa. Afinal, quando você diminui o valor desse indicador, é capaz de economizar recursos e evitar aumento nas taxas do seguro dos veículos da sua frota, por exemplo. 

Além disso, quando você otimiza o processo e antecipa tendências, outras duas consequências geradas pela análise preditiva, também é possível reduzir custos operacionais na organização. 

Dessa forma, fica claro que a análise preditiva atua como uma grande aliada da redução de custos no negócio como um todo, economizando recursos e potencializando os lucros da organização. 

Embasa a tomada de decisão

A tomada de decisão é um processo extremamente complexo e desgastante para os gestores de qualquer organização. Dessa forma, buscar formas de torná-la mais simples e objetiva é uma grande vantagem para o negócio. 

A análise preditiva pode ser uma grande aliada nesse aspecto. Isso porque esse processo transforma dados brutos em informações úteis, indicadores e evidências relacionadas às principais tendências na área de atuação da empresa. Além disso, ela permite que você antecipe consequências das mudanças implementadas na empresa, evidenciando o que pode acontecer em cada um dos cenários que a tomada de decisão envolve.

Dessa forma, os gestores podem utilizar esses resultados para entender qual o melhor caminho a ser seguido na empresa, tanto em relação aos índices de sinistralidade quanto em outros aspectos dentro da organização. 

Como você pôde perceber neste artigo, reduzir o índice de sinistralidade é essencial para qualquer organização. Isso porque, além de gerar custos que podem comprometer a saúde financeira da empresa, os sinistros também colocam a integridade física dos trabalhadores em risco e ainda podem gerar uma série de transtornos para a organização.

A análise preditiva é uma ótima forma de realizar essa atividade, abrindo portas para que você identifique as causas dos sinistros e atue de forma preventiva. Além disso, ela ainda gera uma série de outros benefícios para a organização como um todo, potencializando os seus resultados. 

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