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Conheça os 5 principais desafios de abrir uma empresa familiar

A decisão de abrir empresa familiar traz uma série de desafios para quem deseja empreender. A proximidade entre os integrantes tende a gerar conflitos que geralmente não ocorreriam em outras empresas.

Por esse motivo, são raros os casos de empreendimentos familiares que se mantenham por mais de duas gerações.

Nosso objetivo neste artigo é listar alguns dos principais desafios na gestão de empresas familiares e mostrar que é possível superá-los. Para isso, apresentamos possíveis soluções para cada item, sempre ressaltando a importância de investir em um bom planejamento e buscar o comprometimento de todos os envolvidos. Confira!

1. Profissionalizar a gestão

A falta de uma postura profissional na gestão costuma gerar muitos desentendimentos em empresas familiares, comprometendo a integração necessária para direcionar o negócio.

Uma maneira de resolver essa questão é implementar métodos de governança corporativa. Esse trabalho inclui o desenvolvimento de uma identidade empresarial, que surge a partir de definições da visão, missão e valores da empresa.

Esses itens sustentam as normas éticas que norteiam as ações dos dirigentes em busca de soluções responsáveis e sustentáveis para os problemas organizacionais.

Outro elemento fundamental é ter objetivos de curto, médio e longo prazo, pois as metas são a base de um bom planejamento estratégico. Porém, elas não serão alcançadas sem que exista o senso de disciplina, uma das lições mais importantes dos empreendedores de sucesso.

Todos devem estar focados em obter o máximo de desempenho em suas tarefas, sem deixar de lado a flexibilidade exigida para identificar possíveis problemas e fazer ajustes ao longo do caminho.

A formação de conselhos administrativos é recomendável mesmo em empresas familiares, porque facilitam sua orientação na busca por oportunidades de negócios e proporciona decisões mais objetivas e abrangentes. Por permitir uma visão mais ampla do contexto, os conselhos também ajudam a lidar melhor com momentos de crise.

2. Definir a função de cada integrante do negócio

O planejamento é um elemento básico para abrir um negócio com segurança e a divisão de tarefas entre os departamentos é ainda mais importante em empresas familiares, pois a indefinição sobre as funções de cada um resulta em confusão na hora de tomar decisões.

Para resolver isso, construa um organograma que mostre claramente quais são os departamentos e os níveis hierárquicos do negócio.

A escolha de quem ficará responsável pela gestão das diversas áreas precisa ser cuidadosa e considerar os perfis e competências mais adequados. Investir constantemente em capacitação é uma boa alternativa para garantir que o gestor esteja preparado para lidar com as responsabilidades de sua área.

Depois de formalizar o organograma, estabeleça procedimentos padronizados para cada departamento e métodos para avaliar seu desempenho periodicamente.

Assim, a empresa poderá monitorar o andamento dos trabalhos e corrigir os erros sem que as cobranças sejam confundidas com rixas pessoais. O sucesso do empreendimento deve estar acima das questões familiares.

3. Pensar na sucessão

O momento de sucessão é extremamente delicado e costuma estar bastante relacionado com questões emocionais. Muitos negócios consolidados vão à falência depois que o fundador passa o controle para os filhos ou outros familiares.

Às vezes, isso ocorre porque os escolhidos para tocar o negócio não têm real interesse na tarefa, nem as características mais importantes de um empreendedor.

Se perceber que não há familiares interessados em assumir a empresa, talvez seja mais interessante pensar em vendê-la. Mas se houver, será necessário elaborar uma estratégia para que a transição ocorra com o menor impacto possível. Os sucessores deverão se preparar previamente para lidar com os aspectos técnicos e gerenciais, garantindo a continuidade do empreendimento.

Existem quatro cenários mais comuns nos casos de sucessão:

  • no primeiro, o sucessor mantém toda a estrutura e modelo de gestão, apenas dando continuidade às estratégias implantadas anteriormente;
  • no segundo, o sucessor promove ajustes na estratégia e muda o modelo de gestão. Essa é mais vista quando a empresa não está tão bem e precisa garantir a sobrevivência;
  • no terceiro, a empresa é assumida por vários sucessores que já faziam parte do negócio. Os pontos mais importantes a definir nessas situações são a hierarquia e os padrões de desempenho;
  • no quarto cenário, a empresa passa para as mãos de vários sucessores que não estavam envolvidos com a gestão. Aqui é interessante verificar se eles realmente têm interesse e estão prontos para seguir em frente. Como mencionamos anteriormente, um conselho administrativo é extremamente útil para lidar com problemas mais sérios.

Vale destacar que o fundador ou antigo gestor do negócio pode até participar do conselho ao lado dos sucessores. Entretanto, o conselho terá caráter consultivo e só poderá intervir diretamente em casos extremos. A contratação de serviços externos de consultoria traz maior neutralidade na hora de sugerir decisões estratégicas e identificar boas oportunidades de negócio

4. Separar contas pessoais e da empresa

O descontrole sobre o fluxo de caixa é um dos problemas mais graves que podem ocorrer em uma empresa e acontece com frequência nos negócios familiares.

Ocorre, principalmente, quando o caixa da empresa sofre várias retiradas inesperadas ao longo do mês, impossibilitando uma gestão financeira eficiente. Isso é reflexo da falta de planejamento financeiro familiar

Para evitar esse tipo de falha, determine critérios de remuneração para todos que integram o negócio, sempre fundamentando-se no desempenho. Os donos também devem estabelecer um valor de retirada mensal fixo. 

Conhecido como pró-labore, ele funciona como o salário do empresário. Essas atitudes contribuem muito para manter a viabilidade do negócio.

5. Manter relacionamentos saudáveis em meio às pressões

A gestão do negócio pode se transformar em motivo de muitas brigas familiares, mas existem diversas medidas para evitar essas situações. Se há mais de um sucessor interessado em participar da administração, a criação de postos de liderança com o mesmo peso para ambos é uma alternativa para encontrar soluções pacíficas.

Da mesma forma, é importante que o fundador evite centralizar decisões. Investir em uma gestão participativa impedirá que a empresa fique paralisada quando o dono não estiver por perto, pois haverá maior comprometimento dos outros membros da equipe.

Por fim, determine limites entre os ambientes pessoal e profissional. Certas opiniões e situações não podem ser levadas de um ambiente para outro.

Se você pretende criar um negócio familiar, tenha em mente, desde o início, que ele provavelmente será gerenciado por seus filhos e netos no futuro. 

Atentando-se aos temas abordados aqui, você terá condições de criar as bases que possibilitarão a sobrevivência do negócio, a partir da formação de lideranças capacitadas e comprometidas com os resultados.

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